Você sabe o que é Cycle Chic

Cycle Chic é um movimento que defende ser possível pedalar com estilo, sem precisar ser um atleta ou encarar a atividade como uma prática esportiva. A ideia é aposentar as roupas fitness e adotar o uso de roupas comuns, usadas nos seus compromissos diários.

A facilidade do Cycle Chic acaba agradando muita gente: tanto quem antes deixava de pedalar porque não gostava das roupas esportivas, quanto quem não podia chegar ao trabalho vestindo roupas de ginástica ou achava complicado ter que levar uma roupa para trocar ao chegar no compromisso. Com isso, a ideia foi se espalhando pelo mundo, inclusive no Brasil.

O objetivo por trás desse movimento que começou há alguns anos na Europa é fazer com que o ciclismo seja visto como um meio de transporte comum nas cidades, e não apenas como um hobby ou um esporte. Quem adota esse estilo de se locomover pela cidade, mesmo nos grandes centros urbanos, acaba sendo mais comprometido com outros ideais, como qualidade de vida e sustentabilidade.

Uma das características do movimento Cycle Chic é exatamente a busca dessa relação mais próxima com a cidade. É uma forma pacífica de reivindicar a presença de mais bicicletas nas ruas, por isso é considerado uma forma de cicloativismo.


Estilo até no meio de transporte

Quem gosta desse conceito e usa a bicicleta para se locomover também costuma gostar de customizar sua bike. Muitos escolhem modelos mais antigos e há até espaço para acessórios específicos, como cestas, bolsas e luvas para incrementar a magrela. Existem, inclusive, lojas voltadas para suprir esse mercado e profissionais especializados na customização de bicicletas. É uma forma de mostrar a sua personalidade através do seu meio de locomoção e também de adaptá-lo às suas necessidades.

Além disso, essas bicicletas personalizadas acabam trazendo mais segurança para o seu dono.

Já que o fato de serem muito diferentes acaba inibindo possíveis roubos. Isso acontece pois é bastante fácil identificar bicicletas tão diferentes e pessoais.

Como surgiu

O movimento Cycle Chic surgiu em 2006, em Copenhagen, na Dinamarca, quando o fotógrafo, cicloativista e cineasta Mikael Colville-Andersen criou um blog chamado Copenhagen Cycle Chic para publicar fotos de ciclistas cheios de estilo da cidade. No ano seguinte, a ideia começou a se espalhar e ficou conhecida mundialmente.

De acordo com o fotógrafo, o Cycle Chic não é uma ideia nova. O movimento busca apenas resgatar o hábito de usar roupas normais para pedalar, como acontecia desde o surgimento da bicicleta.

A Dinamarca é conhecida pela incorporação dos ciclistas no seu cotidiano – mais da metade da população do país usa a bicicleta como meio de transporte. Segundo Mikael, a ideia é que tudo o que você precisa para pedalar é ter uma bicicleta. É perfeitamente possível pedalar usando suas roupas comuns do dia a dia.

Para ele, quem usa a bicicleta para corridas e outros fins esportivos vai precisar de acessórios e roupas adequados. Mas para quem quer usá-la como meio de transporte para os seus compromissos diários, basta abrir o armário.

Vai viajar? Proteja sua bicicleta com uma mala bike

Malas bikes são práticas e muito eficazes para proteger bicicletas
Quem é ciclista sabe o quanto a bicicleta e seus componentes são importantes. Além disso, sabem também o quanto valem em dinheiro e, portanto, merecem muito cuidado e zelo para que possam permanecer em bom estado pelo máximo de tempo possível. Os ciclistas precisam viajar, e não é sempre que é possível colocar a bike em um suporte no automóvel. Para se transportar o equipamento completo em um ônibus ou em um avião, uma ótima opção para garantir a sua integridade durante o trajeto são as malas bikes que a alemã Evoc trouxe para o Brasil.



As malas bikes nada mais são do que bolsas feitas em lona, plástico, estofados ou outros materiais impermeáveis, no tamanho e no formato exato para conseguir carregar a bicicleta com segurança e com conforto, que você pode arrastar ou segurar nas mãos. Existem malas de diversos modelos, cada uma indicada para uma medida ou um tipo específico de bicicleta. A única exigência para seu uso é que se desmonte algumas peças antes de guarda-la na mala bike, mas o processo costuma ser prático e não muito demorado.

Como desmontar sua bicicleta e colocá-la em uma mala bike

Devido às suas partes móveis e longitudinais, a bicicleta não pode ser posta inteira na mala bike. Para acomodá-la na bolsa, é necessária uma semi-desmontagem para que ela possa ser compactada dentro dos compartimentos da mala. Veja a seguir como proceder com as peças para conseguir colocar sua bike dentro da bolsa.

Retire as rodas de sua bike, colocando-as no compartimento apropriado.

Abaixe o selim, retire os pedais e prenda-os na parte de dentro do pedivela, amarre o guidão e a roda no quadro, certificando-se de prendê-los firmemente. Finalize esta etapa embalando passadores de marcha, câmbios, manetes, coroas e todos os outros componentes pontiagudos da bicicleta, para evitar que eles perfurem o tecido interno da mala bike. Você também poderá utilizar o protetor de relação evoc.

Para colocar a bicicleta acomodada dentro da mala bike, é simples. Observe o formato de sua mala bike e insira a bicicleta já preparada conforme a forma da bolsa. Perceba que existe uma parte maior, que é onde deve ser posicionado o guidão. Prenda firmemente as alças internas, para que a bicicleta não se movimente dentro da mala bike, e feche o zíper completamente. Pronto: sua bicicleta está protegida de umidade, atrito, impactos e outros obstáculos, e preparada para viajar

 Observações: é importante preparar bem a bicicleta, para proteger tanto o equipamento como a mala bike. Amarre as partes soltas da bicicleta para que não danifiquem o quadro ou os revestimentos da mala encaixando nas proteções internas da mala bike evoc.

Veja um video de como montar aqui.

Bicicleta, uma tendência como esporte e meio de transporte.

O fenômeno da bike

É impossível negar que as bicicletas fazem parte da vida da maioria das pessoas. Não é difícil achar uma pessoa que pediu aos pais, quando criança, uma “bike” de presente. Esse meio de transporte vem revolucionando a nossa maneira de pensar sobre mobilidade urbana, saúde e bem-estar.

Desde sua primeira aparição, em Paris, em 1818, o “cavalinho-de-pau”, como era chamada a bicicleta, demorou muito até se tornar a bicicleta que conhecemos hoje, passando por várias transformações estéticas e de funcionalidade até chegar ao modelo atual, apenas em 1880. Naquela época, as bicicletas eram usadas, em sua maioria, por operários e trabalhadores no geral, que não contavam com um meio de transporte mais funcional que a famosa “magrela”.

Seus benefícios

Não apenas beneficia o ser humano, como também o planeta. A bicicleta é o meio de transporte que consegue unir praticidade, ecologia e saúde em um só – não é à toa que ela é usada por muitas pessoas que, mesmo podendo adquirir um carro ou utilizar o transporte público, optam por dar umas pedaladas.

Estudos apontam que pedalar cerca de 40 minutos três vezes por semana, seja por diversão ou trabalho, garante uma vida muito mais saudável ao praticante, sem falar nas incontáveis vantagens ao organismo, por deixar de lado o sedentarismo. Alguns especialistas explicam que a prática do ciclismo pode ser comparada a corrida, caminhada ou qualquer outra atividade que queime muitas calorias, melhorando o condicionamento físico, a resistência muscular e a frequência cardíaca.

Em cidades mais populosas e com grande índice de carros, muitas vezes, a bicicleta, além de tornar o trajeto muito mais eficiente e rápido, auxilia na diminuição da emissão de gases poluentes e na economia de dinheiro, já que não se gasta nada com combustível e a manutenção é extremamente barata.
Os números não deixam dúvidas

Os países que apresentam um maior número de adeptos ao ciclismo, como a China, a Bélgica, a Suíça, o Japão, a Finlândia, a Noruega, a Suécia, a Alemanha, a Dinamarca e a Holanda, são considerados mais seguros para a prática. Na Holanda, por exemplo, a cada 10 pessoas, nove utilizam a bicicleta. Na Bélgica, elas são tão importantes quanto os carros. Na Suíça, 10% da população vai ao trabalho de bicicleta.

Os projetos de mobilidade urbana que incluem a bicicleta são os mais almejados nos planos políticos. Por exemplo, na cidade de São Paulo, são mais de 400 km de ciclovias espalhadas. Em Curitiba, são cerca de 190 km de faixa cicloviária, sem contar os inúmeros projetos para aumentar ainda mais esse número.

Em algumas cidades, o próprio governo dispõe bicicletas para uso comunitário, sem contar as empresas que trabalham com o serviço de “aluguel de bicicletas”, em que a pessoa pode alugar o transporte por um período e devolver depois. São projetos e números como esses que mostram a importância da bicicleta no dia a dia das pessoas e como ela está inserida em nossa história desde muito tempo, resistindo às novas tecnologias e adaptando-se às diferentes tendências.